Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 17/09/2019

O ativista indiano Mahatma Gandhi mostrou em sua menção “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, que as relações sociais estão cada vez mais egoístas, preocupadas com os próprios interesses, postergando princípios e valores morais, entretanto, nós cidadãos devemos fazer nossa parte, seja com um passo de cada vez.

Por analogia, percebe-se, hodiernamente, que é um dos grandes obstáculos vivenciados no Brasil, e se adequa no panorama: desaparecimento de pessoas. Posto isso, seja pela retrógrada mentalidade social, seja pela negligência governamental. Nesse âmbito, cabe analisarmos as principais etiologias que dificultam a resolução desse empecilho, o que configura um grande óbice social.

Em primeira análise, cabe pontuar que o discurso de uma sociedade ideal e conscientizada metamorfoseou-se em uma espécie de fábula, que busca encobrir os descasos em relação ao sumiço de um cidadão devido a um pré-conceito de que a culpa é da vítima.

Segundo Francis Bacon, filósofo inglês, “O conhecimento é em si mesmo um poder”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade do país, infere-se que, quando o conhecimento é utilizado de forma inteligente, proporciona resultados.

Á vista do exposto, é necessário um olhar mais atento da sociedade para mitigar práticas que tentem justificar o sumiço do cidadão a fim de evitar uma investigação.

Em segundo plano, mister se faz ressaltar ações sinergéticas e afirmativas entre os atores sociais, com o fito de evitar casos de desaparecimento.

Ademais, os princípios da moral, de John Locke em sua obra “Ensaio Acerca do Entendimento Humano”, postula que os indivíduos nascem como uma folha em branco, que é preenchida a partir de experiências. Nesse viés, é necessário a conscientização através do Governo Federal em consonância com a realização de mutirões, com a entrega de outdoors informativos e campanhas online com influenciadores digitais, essas são ferramentas essenciais para reverter esse cenário.

Em síntese, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, intervenções são fundamentais para reverter o estorvo.

Destarte, é fundamental que o estado tome providências para amenizar o quadro atual, por meio de verbas governamentais em conjunto da mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a importância da questão. Sendo assim, desde que haja parceria entre o governo, comunidade e família, será possível ampliar as políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas.