Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 17/09/2019

No Brasil, durante a ditadura 1964 a 1985, muitas pessoas foram perseguidas, presas, assassinadas ou simplesmente desapareceram por terem se oposto ao regime autoritário. Esse fenômeno que evidencia o extravio de pessoas é uma questão coletiva, com impactos sociais concretos sobre a realidade brasileira. Nesse contexto, não podem ser negligenciadas que a falta de um sistema integralizado de informações sobre o perdido e o não retorno das famílias sobre os localizados, dificultam a situação de suas buscas.

Antes de tudo, devem ser mencionados os impactos de não possuir um sistema integralizado de dados sobre indivíduos desaparecidos. A esse respeito, a Cartilha do Enfrentamento ao Desaparecimento, disponibilizada em “pdf” no site do governo, orientam que um dos passos a serem seguidos seriam obter informações sobre hospitais privados, pois não possuem um cadastramento único que possibilita facilitar a localidade caso a pessoa fôra hospitalizada. Dessa forma, aumentando a angustia e recursos financeiros para mapear os hospitais da região e em outros estados, dificultando assim, um atendimento mais ágil.

Ademais, vale também ressaltar que quando as famílias recuperam seu ente querido dificilmente retornam para suspender os procedimentos. Diante as inúmeras tentativas e desgastes no contato com policiais, idas a Institutos Médicos Legais, busca por informações hospitalares públicas e privadas e exposição nas redes sociais de forma massiva da pessoa desaparecida, acabam por desenvolver uma incredulidade no processo, resultando na não contra partida nos casos solucionados.

Diante do exposto, evidencia-se que medidas são necessárias para contornar os impactos sociais que são desenvolvidos no desaparecimento de pessoas no Brasil. Cabe as Delegacias de Investigação sobre Pessoas Desaparecidas oferecer a população canais de atendimento, voltados não apenas para elaborar um boletim de ocorrência, mas também disponibilizar dados de cadastro com fotos integralizados com as esferas da saúde e necrotérios. Desse modo, com um sistema integralizado agilizam e atualizam as informações em um banco de dados especifico que possibilite que os familiares acessem tais informações, possibilitando assim que se aponte com exatidão casos finalizados. Logo,  aprimorando os procedimentos e regulamentações para a busca e localização de pessoas, conseguiremos diminuir a ineficácia gerada pela herança da ditadura.