Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 19/09/2019

No século XVI, D. sebastião, rei de Portugal, desapareceu no continente africano. Desde então, criou-se um mito que ,Sebastião, haveria de voltar a governar o país. Entretanto, no contexto atual e distante do sebastianismo lusitano, ainda persiste o desconhecimento sobre o paradeiro de pessoas no Brasil. Isso ocorre, dentre outros aspectos, pela ausência de práticas que visam a ampliação de políticas públicas na busca por desaparecidos.

A princípio, para John Locke, o estado, como guardião dos direitos naturais, deve agir em situações nas quais há desrespeito a princípios básicos, como liberdade. Nesse sentido, ao examinar a busca por pessoas desaparecidas no Brasil, percebe-se, sobretudo a ineficácia das ações públicas vigentes, tendo em vista as dificuldades em sensibilizar toda a população. Como exemplo, a exposição de desaparecidos em contas residenciais atinge, visivelmente, apenas uma parcela da sociedade, os adultos. Desse modo, ações que visam ampliar essas práticas, como a divulgação de desaparecidos no ambiente virtual, pode maximizar a conscientização das pessoas, principalmente porque mais de 60% da população usam a internet, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, cabe mencionar o potencial das tecnologias na procura de desaparecidos. A esse respeito, vale pontuar que, nas últimas décadas, com o processo de Globalização, tem se visto, cada vez mais, um intenso fluxo de informações. Sob essa ótica, percebe-se a importância de se relacionar políticas públicas e tecnologia na busca de respostas para a sociedade e ,principalmente, para os familiares das vítimas. Nesse contexto, em 2019, na Flórida, foi possível encontrar um homem, após 22 anos, pelo Google Maps, aplicativo de localização. Da mesma forma, atitudes governamentais, como a compra e destinação de drones nas buscas, bem como o rastreamento de pessoas via satélites, pode maximizar as ações públicas atuais e assegurar o mínimo de conforto aos parentes. Logo, é intuitivamente importante a modernização das políticas vigentes.

Em suma, é necessário a busca de medidas capazes mitigar essa problemática. Para tanto, compete ao Ministério da Educação, em parceria com a Polícia Federal, criar mecanismos que visem o surgimento de ações pioneiras na busca de desaparecidos. Isso poderá se materializar mediante o desenvolvimento de aplicativos como,Denúncias 24h , em que os cidadãos possam cooperar com informações para posterior ação investigativa das instituições policiais, bem como a aquisição e uso de ferramentas tecnológicas, como drones, na busca por desaparecidos. Tudo isso com intuito de maximizar as políticas públicas vigentes e assegurar tranquilidade aos familiares. Com isso, o desaparecimento de pessoas, como D. Sebastião, não será mais realidade.