Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 18/09/2019

No livro “procuram-se super heróis” a autora, Bel Pesce, defende a ideia de que a negligência do estado pode se tornar um dos principais “vilões” da sociedade brasileira. Esse ponto de vista torna-se incontestável quando se trata da busca por desaparecidos no Brasil, uma vez que o sistema de cadastro é excessivamente burocrático e os preparo dos profissionais responsáveis é ineficiente. Dessa forma, medidas são importantes para reverter este quadro.

Em primeiro lugar é fundamental ressaltar que segundo o Banco Mundial ,instituição financeira que efetua empréstimos para países em desenvolvimento, o Brasil é o país mais burocrático do mundo. Essa realidade vem a tona principalmente em situações de emergencia ,como no caso de pessoas desaparecidas, uma vez que, segundo a revista VEJA, o tempo de espera para uma pessoa entrar no cadastro nacional de desaparecidos é de no mínimo de 15 dias, tempo esse que influencia diretamente na efetividade das buscas. Por isso, é necessário diminuir ao máximo a burocracia.

Além disso, é indispensável destacar ,ainda, que segundo uma matéria realizada pela BBC, a grande extensão territorial do Brasil dificulta ainda mais as buscas, somado a isso, tem-se o despreparo dos bombeiros e policiais para realização esse tipo de tarefa, por conta da falta de investimentos específicos. Entretanto, já existem meios para mapear locais e encontrar pessoas de forma mais eficiente, com uso de tecnologia, como satélites, e sites, como google e facebook, que mapeam a localização de pessoas 24 horas por dia.

Dessa maneira, entende se que primordial que o Governo brasileiro crie meios para reduzir a burocracia excessiva, por meio da criação de um centro de cadastro online, sem a participação de funcionários públicos, onde o próprio familiar possa adicionar a pessoa desaparecida diretamente no banco de dados nacional, para que as buscas possam ser realizadas sem perda de tempo, De maneira análoga, urge que o Ministério da justiça invista na capacitação de profissionais e no uso das tecnologias, por meio de cursos e treinamentos com técnicas de países desenvolvidos, como os Estados Unidos e o Canadá, bem como com parcerias com empresas privadas como o google e o facebook  que detém dados que facilitariam as buscas, para que , como defendido por Bel Pesce, a negligencia do estado não se torne um vilão da sociedade brasileira.