Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 19/09/2019

Segundo o Sociólogo, Dijaci Oliveira, “O desaparecimento assume uma verdade da vida social, uma preocupação para toda sociedade, mas sabe-se que existem todos os dias no Brasil”. Destarte, um fenômeno evidente que atinge diariamente milhares de famílias brasileiras, mas ainda tratado com pouca notoriedade e atenção que o assunto requer , evidenciando assim, a fragilidade e a ineficiência das políticas públicas assistencialistas, no atendimento aos familiares e na falta de agilidade nas buscas pelas pessoas desaparecidas.

Sendo cabível salientar, que, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018, “82,684 boletins de ocorrência foram registrados de pessoas desaparecias”. Em primeiro lugar, é fundamental analisar as razões que tornam essa problemática uma realidade tão crescente. As causas podem ser vários, desde conflitos dentro de casa, doenças psiquiátricas, condutas criminosas de sequestros, cárcere privado e tráfico de pessoas.

Em segundo lugar, torna-se indispensável apontar as principais dificuldades, como, na delonga do atendimento, nas falhas durante as investigações, na falta de integração entre os órgãos competentes e na falta de uma legislação própria, que trate o assunto como prioridade. Demonstrando dessa forma, a necessidade de reformulação e ampliação das políticas públicas, no combate eficaz e principalmente na adoção de medidas profiláticas.

Diante desse cenário, é premente a intervenção do Ministério da Justiça, na criação de um plano de ação que contemple a unificação dos mais diversos órgãos que compõem Segurança Pública Brasileira. Outrossim, a criação de Uma legislação especifica que trate como prioridade absoluta o assunto, tal como a criação de um sistema único de atendimento e cadastro. Só assim será possível reverter essa situação.