Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 26/09/2019

No ano passado, cerca de 80.000 pessoas foram dadas como desaparecidas. Os números seriam ainda piores se todos os desaparecimentos fossem reportados às autoridades. Dadas a proporções continentais do país, as políticas públicas de seguranças voltadas para essa problemática devem ser, tanto quanto possível, eficazes. Para isso, é preciso que os motivo mais comuns de desaparecimento sejam prevenidos: rejeição parental à orientação sexual dos jovens e problemas com álcool e drogas.

De início, vale ressaltar que, acorde ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a maioria dos jovens arrolados como desaparecidas tinham conflitos com os pais por conta de sua orientação sexual. No Brasil, como o país é majoritariamente cristão, não ser hétero sexual é motivo para muitas expulsões e fugas de casa. Isso deixa esses jovens vulneráveis à drogadicção, pois não contam com apoio emocional e financeiro, dados quase sempre pela família, para enfrentarem o vício. Essa dinâmica retroalimenta o problema.

Além disso, muitos jovens que, por conta dos índices econômicos cada vez piores, encontram-se quase permanentemente desempregados encontram no álcool e nas drogas uma válvula de escape.  Uma vez que não têm emprego, a forma que têm de comprar essas substâncias é pela prática de pequenos furtos e outros crimes menores. Destarte, muitas famílias acabam por expulsá-los de casa. Longe do convívio familiar, os problemas com drogas são agravados e os vínculos afetivos enfraquecidos, culminando com registro como pessoa desaparecida.

A minoração dessa problemática passa, portanto, pelo combate à homofobia e pela assistência aos toxicômanos. Para tanto, o Ministério da Educação deve, por meio de portaria, propor integração aos currículos nacionais matérias que elucidem para a população à diversidade e expressão sexual. Outrossim, deve ser feita campanha pelo Ministério da Saúde campanha de conscientização contras as drogas.