Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 06/10/2019

Durante a Ditadura Militar brasileira o desaparecimento de civis foi, muitas vezes, negligenciado pelo Estado, pois não era interesse do Governo a busca de seus, majoritariamente, opositores. Não obstante, apesar de não haver relação entre os desaparecidos e a política, a inobservância das autoridades ainda é evidente, visto que a falta de medidas de prevenção e busca de vítimas, principalemnte adolescentes, é notória. Logo, é de suma importância que mudanças sejam aplicadas no âmbito midiático e escolar.

Em primeira análise, pontua-se que o senso crítico de crianças e adolescentes, ainda em formação, permite a vulnerabilidade dessa parcela populacional à situação de fuga, haja vista as pressões no contexto familiar e escolar vivenciadas pelos mesmos. Nesse viés, a depressão, bullying e agressão são fatores determinantes para que adolescentes fujam de casa, seja por vontade própria ou aliciamento de criminosos que buscam jovens para exploração sexual. Afinal, dados do site Cidade Livre ratificam que 27% dos desaparecidos do país são cidadãos de 12 a 17 anos, o que demonstra a ineficiência de políticas de prevenção sob essa minoria.

Além disso, ressalta-se que, consoante ao pensamento de Durkheim, a sociedade é como um organismo vivo, onde a integração de todo contexto social é importante para o desenvolvimento. Análogo a isso, a interligação entre os variados meios midiáticos é fundamental para o progresso nas buscas de desaparecidos, tendo em vista a maior exposição da vítima na internet, televisão, etc. Todavia a realidade no Brasil é oposta, pois a busca por desaparecidos é ineficaz e de pouca visibilidade na mídia.

Portanto, é necessário que a União, por meio da captação de impostos, invista na disponibilização de assistentes sociais em todas as escolas públicas da sociedade. Posto isso, esses profissionais serão essenciais na constatação de jovens com problemas pessoais, assim, medidas cabíveis serão tomadas no fito de evitar a possivel fuga desses. Ademais, o Estado deve, aliado as mídias de TV e internet, divulgar fotos de todos os desaparecidos cadastrados no país, no fito da melhor exposição desses.