Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 29/10/2019

O drama norte-americano, Sete Vidas, interpretado por Will Smith, mostra a história de um homem que, totalmente decidido, procura por pessoas que mereçam receber seus órgãos após sua morte, como forma de se desculpar por um acidente ocasionado por ele, o qual deixou sete vítimas fatais. Sobre esse assunto, fora da ficção, a doação de órgãos encontra grandes dificuldades, seja pelo medo causado pela desinformação, seja pela falta de comunicação à família. Por isso, torna-se de extrema importância analisar os fatos que tangem essa problemática. Em primeira análise, cabe ressaltar que, no Brasil, existe muita ignorância sobre a doação de órgãos. Nesse sentido, consoante o pensamento do filósofo alemão, Heidegger, os seres humanos têm medo do que lhe é externo. Logo, o esclarecimento inadequado sobre o assunto faz com que muitas pessoas sintam receio e não manifestem o interesse em ser um doador. Essa recorrente situação reflete diretamente na insuficiência da quantidade de transplantes de órgãos frente a quantidade de pessoas que os esperam. Ademais, é importante destacar a premência da comunicação aos familiares do desejo de ser um doador de órgãos. Sob essa ótica, como descrito pela psiquiatra suíça Elisabeth Kumbler-Ross, ao passar por uma grande perda, os indivíduos vivenciam, então, o luto. Dessa forma, muitas vezes as pessoas não aceitam a perda do ente querido e, menos ainda, que seus órgãos sejam doados. Por esse motivo, o relato à família do interesse em doar órgãos após a morte é extremamente relevante para que, assim, ajude no processo de aceitação familiar, auxiliando a salvar diversas vidas. Com base nisso,