Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Criada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem como objetivo garantir uma vida digna e com acesso a liberdades básicas a todas as pessoas. Mas no Brasil a realidade é diferente devido ao alarmante e crescente número de desaparecidos no país. Muitos fatores colaboram com esse cenário, como a obsoleta, quase invisível rede de investigação e prevenção do Estado.

Em média 190 pessoas desapareceram por dia nos últimos 10 anos, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Frenquentemente, esses números são explicados pela ineficiência da polícia e do Judiciário por não tratarem os casos com a urgência que eles solicitam, deixando assim, a busca nas mãos dos familiares.

Do mesmo modo, a falta de políticas sociais para a conscientização da sociedade quanto a esse problema ajudam a manter essa situação. Calcula-se que a cada 15 minutos uma criança suma, revelando assim, uma ameaça coletiva que deve ser combatida por todos e não apenas pelos afetados diretamente.

Em vista disso, programas como SOS Crianças Desaparecidas e Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) devem receber o devido apoio do Ministério da Justiça, que por sua vez deve intensificar as investigações em todos os casos ainda em aberto, para solucioná-los e devolver a paz aos familiares que aguardam a volta de seus entes queridos desaparecidos.