Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o desaparecimento de pessoas apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da falta da atividade das autoridades de segurança, quanto ambientes familiares instáveis. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de ação da policia deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta do exercício das autoridades, visto que somente após 48 horas do desaparecimento, é possível procurá-los com ajuda policial. Por conseguinte, os cidadãos tornam-se vulneráveis neste período de espera para a busca, dificultando, portanto, o rastreio posteriormente e, assim, torna-se em casos arquivados e esquecidos pelos órgãos públicos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar as circunstâncias familiares como promotor do problema. De acordo com dados do Ministério da Justiça, 250 mil pessoas desaparecem no Brasil. Partindo desse pressuposto, nota-se a existência de ambientes instáveis, que se identificam pela presença de brigas entre parentes, alcoolismo e drogas entre os cidadãos, os quais preferem fugir da realidade e, logo, desaparecem. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a instabilidade familiar contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o desaparecimento de brasileiros, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da educação, será revertido em palestras nas escolas, ministradas por psicólogos para orientar os alunos, a fim de que desde a infância possa haver a construção de mentes sólidas e emocionais estáveis, transformando os indivíduos capazes de enfrentar conflitos. Além disso, o Poder Legislativo, por meio das leis, deve diminuir o tempo de espera para busca dos desaparecidos e, assim, o rastreio será solucionado mais rapidamente.  Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da desaparição de cidadãos, e a coletividade alcançará a Utopia de More.