Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 31/10/2019

No período da ditadura militar brasileira, o número de pessoas desaparecidas cresceu devido a perseguição política e os familiares não tinham amparo governamental. Concomitante a isso, nos dias atuais, a sociedade também vive absorta em problemas e não percebe o drama das famílias, principalmente as dificuldades para os indíviduos que vivem em regiões interioranas, além da falta de apoio aos parentes após o ocorrido.

Em primeira instância, cabe ressaltar a negligência nos serviços públicos com o interior do Brasil. Sendo assim, por cidadãos menos escolarizados morarem nessas regiões, o governo acaba não investindo muito em postos de delegacia, por exemplo. Além desse fator, ainda vale dizer que o acesso a internet é restrito em diversos lugares, logo, as pessoas que sabem utilizar tecnologia não conseguem ajudar na divulgação das buscas. Entretanto, esses fatos soam como algo normal para o corpo social, exibindo a teoria da banalidade do mal da filósofa Hannah Arendt, na qual a ocorrência de uma problemática é frequente e acaba sendo normalizada.

Ademais, é importante discutir sobre a ausência de apoio psicológico às família da vítima. Dessa maneira, vale dizer que o sofrimento em detrimento do desaparecimento acaba afetando a vida pessoal, física, mental, familiar e social, aliás, em razão da burocracia envolvida, existe dificuldade para o caso ter reconhecimento jurídico. Portanto, se observa que não é oferecido tratamento digno por parte das autoridades a essas pessoas. Então pode-se relacionar a indiferença ao conceito de instituições zumbi do sociólogo Zygmunt Bauman, no qual há o enfraquecimento e a falência das instituições formadoras da base e dos valores.

Em suma, para resolver a problemática da falta de alcance de serviços públicos e da carência de ajuda governamental, são necessárias medidas. O Governo Federal, junto com as prefeituras, deve expandir postos de polícia, montar salas com acesso a internet e especialistas para auxiliar moradores, integrando e amparando a população. Além, o ministério da saúde precisa abrir vagas para psicólgos e assistentes, ampliando o apoio.