Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Durante o período da Ditadura Militar no Brasil, que foi de 1964 à 1985, inúmeras pessoas desapareceram sem deixar vestígios. Analogamente, nos dias atuais, é exorbitante a quantidade de indivíduos que desaparecem, necessitando, assim, da ampliação de políticas públicas na busca por indivíduos desaparecidos. Tal necessidade deve-se ao desenvolvimento de uma sociedade individualista e a falta de assistência do Estado.
Primeiramente, é válido salientar que o capitalismo torna as pessoas mais egoístas. Nesse contexto, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vive-se, atualmente, em uma nação demarcada pela inconstância das relações e visivelmente apática para com as questões alheias, denominada, por ele, por “modernidade líquida”. Dessa forma, a população, de modo geral, não se importa em solucionar casos de pessoas desaparecidas, pois não envolve aqueles que fazem parte do seu círculo social.
Em segundo plano, o Estado mostra-se pouco eficiente na busca daqueles que sumiram. Seguindo esse viés, de acordo com a lei, um habitante de determinada localidade só pode ser considerado desaparecido após dois dias sem entrar em contato com alguém conhecido. Por conseguinte, esse decreto, aliado a buscas de baixa qualidade, devido a falta de divulgação de desaparecidos em locais públicos ou de acesso massificado, diminui as chances de encontrar o procurado.
Infere-se, portanto, que a problemática discutida precisa ser solucionada. Urge, desse modo, que o Governo Federal realize parcerias com a mídia - notória veiculadora de informações -, por meio da divulgação da imagem de pessoas desaparecidas em meios de comunicação de massa, a exemplo da televisão, desde que essas não corram risco de morte se expostas. Destarte, essa ação tem o intuito de localizar os desaparecidos com maior eficiência e rapidez, evitando que outros desapareçam sem deixar vestígios, assim como no período militar.