Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 28/10/2019

No filme ``Onde Está Segunda´´, conta a história de seis irmãs que buscam o paradeiro de sua sétima irmã, a qual desapareceu sem deixar vestígios. Fora da ficção, essa é a realidade de inúmeras famílias no Brasil que lutam para encontrar seus entes queridos, mas esparram na ineficiência das politicas públicas proporcionadas pelo Estado. Portanto, é necessário que algo seja feito para mudar esse cenário.

Primeiramente, um dos empecilhos para a dificuldade de se obter informações sobre os desaparecidos no país, é a morosidade criada pelo Governo, em decorrência de políticas públicas que não atentem as demandas da população. Dessa forma, de acordo com o filósofo contratualista Jonh Locke, a uma violação ao `` contrato social´´ por parte do poder pública, pois o mesmo não cumpre sua função social de atender as famílias de forma adequada sobre o desaparecimento de seus parentes.

Além disso, as pessoas que possuem um ente querido perdido, vivem com a incerteza do que ocorreu com seus parentes. Por exemplo, na Argentina existe um movimento chamado ``Mães da Praça de Março´´ o qual foi fundado em 1977, com a motivação de tentar obter alguma informação sobre os filhos delas que sumiram na ditadura militar argentina. Logo, torna-se evidente que esse problema afeta tanto a pessoa que desapareceu como sua família que vive com a incerteza do que ocorreu com seu parente.

Por tudo isso, o Governo em parceria com o poder Legislativo deve, por meio da criação de uma lei, dar prioridade na justiça, aos processos que visem a busca por pessoas desaparecidas, com a finalidade de encontrar o mais rápido possível o cidadão desaparecido, assim beneficiando as famílias. Paralelamente, as Organizações não Governamentais deve, através da criação de canais de telefonia e aplicativos de mensagem,  fornecer assistência psicológica para as pessoas que tenham um familiar perdido, com o proposito de diminuir a dor causada por esse problema. Assim, o Brasil vai ser um país que cumpre sua função social.