Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 28/10/2019
No livro Capitães de Areia, de Jorge Amado, podemos observar entre os garotos de rua muitos que escolheram abandonar sua família para buscar uma vida longe dos pais, que normalmente desconhecem seu paradeiro. Apesar de uma situação fictícia, no Brasil o desaparecimento de pessoas infelizmente é algo presente e, por essa razão, a ampliação de políticas voltadas para resolução desse problema é um dos melhores caminhos que o Estado pode seguir.
Inicialmente, é necessário exclarecer o tamanho da importância que a luta por aumentar os resultados nas procuras dos indivíduos sem paradeiro conhecido representa ao país. Tal preocupação é crúcial para uma nação que, segundo o Forum Nacional de Segurança Publica, são registrados por ano 83 mil casos de desaparecimento. Com esses números tão elevados, fica evidente que o assunto deve e precisa de mais atenção em seus casos, não só para aprimorar a ação da polícia como também ascender os números de achados.
Nesse sentido, a criação da Política Nacional de Busca á Pessoas Desaparecidas no início do ano de 2019 foi um grande avanço para tentar diminui essas taxas absurdas de registros. Dessa forma, a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas se tornou um meio estratégico para garantir mais organização nos processos e, consequentemente, facilitar a finalização desses. No entanto, o aprimoramento de cada política ainda não pode ser esquecido.
Portanto, torna-se claro que a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas é uma dádiva que precisa continuar em pauta no Brasil. Então, a fim de contribuir mais com a procura das milícias e aumentar a participação da população nesses casos, cabe ao governo em ratificar na sua política nacional aos desaparecidos uma lei que obriga que cada meio midiático reserve um tempo para divulgação de informação sobre alguns desses indivíduos, punindo os que desobedecerem com multas. Assim, caminharemos para uma realidade longe da fictícia.