Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Primeiramente, o desaparecimento pode ser multicausal e classificado em três categorias: voluntário, involuntário e forçado. Devido aos inúmeros crescentes casos dos últimos anos, faz-se necessário atenção e reforço para essas investigações de sumiços. Dentro dessa perspectiva, é necessário o engajamento do Estado para ampliar as políticas públicas na busca por pessoas em estado de desaparecimentos no território brasileiro.
Ademais, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2018): o Brasil encerrou 2017 com 82684 boletins de ocorrência registrados no ano. Assim, é viável a compreensão desses acontecimentos pois muitos deles trazem dor e angústia para as famílias que desejam reencontrar e saber o que aconteceu com a pessoa querida. No entanto, por certo deve-se compreender que existem alguns tipos de ausências que são propositais por motivos de conflitos familiares, fugir do trabalho e um acúmulo de dívidas. Do mesmo modo que esses motivos podem até serem gatilhos para um estado depressivo, para que também seja determinante essa reação de atitude faltosa em alguns casos.
Ainda dentro dessa percepção, é inegável a dissociação dos sumiços em nossa nacionalidade com o período histórico conhecido como Regime Militar, em que houve destaque para essas ausências porém sem investigações, respeito e importâncias necessárias a essa pauta importantíssima. Também cabe adicionar que de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 8 desaparecimentos por hora nos últimos 10 anos tendo São Paulo como líder de casos. Outrossim, é notório que essa tema delicado é divulgado pelo lutador de MMA Vitor Belfort que sofreu essa tragédia familiar com sua irmã que desapareceu em 2004, e até hoje não se tem muitas notícias. Logo, reconhecer as falhas medidas de seguranças do Estado bem como a não devida importância por se tratar de uma problematização que se destaca na história brasileira, é necessário.
Portanto cabe ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos promover a busca por pessoas desaparecidas por meio de projetos de lei com o objetivo de diminuir os índices de pessoas desaparecidas e garantir os direitos humanos das pessoas. Bem como as influências de pessoas com notoriedade, através de mídias sociais, explicando e testemunhando a angústia da família nessas ocorrências como no caso do lutador Vitor Belfort, sobretudo tendo-se o objetivo de conscientizar as pessoas de um assunto não tão discutido. Por fim, pode-se desenvolver projetos de atenção em prol de um acolhimento e atenção psicológica as pessoas que sofrem a angústia da falta de notícias e espera, assim como o Ministério da Cidadania, coletar os dados para a averiguação dos números registrados.