Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Na série alemã “Dark”, após o desaparecimento de Mikkel Nielsen, a polícia e sua família enfrentam dilemas para o encontrar, sendo eles: a limitação e a falta de proficionalismo no sistema público. Analogamente à situação fictícia, existem inúmeros casos de pessoas desaparecidas no Brasil, visto que as políticas públicas para localizá-los não só são falhas, mas também desatualizadas para corresponder com a situação atual.
Primeiramente, é mister destacar que cerca de 700 pessoas desaparecem por dia, segundo o jornal O dia, posto que 9% delas não são encontradas, uma vez que as delegacias se situam sobrecarregadas com outros casos. Isso ocorre, consequentemente, pois só existe uma delegacia própria para a averiguação de desaparecidos no país, o departamento de Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (SICRIDE), no Paraná. Decerto um exemplo inovador e eficiente nesse assunto.
Ademais, a ausência de recursos públicos ocasiona também a demora nas buscas dos desaparecidos, por exemplo, a falta de polícias e viaturas em certas regiões. Conforme, aliás, o Sindicato dos Agentes da Polícia Cívil do Rio Grande do Sul, 77 cidades no estado têm somente um policial em cargo, o qual passa por dificuldades para exercer sua função. Nesse sentido, percebe-se o descaso do Governo na procura dos desaparecidos e na segurança pública.
Portanto, a fim de melhorar as políticas públicas na busca de desaparecidos, urge reestruturar o sistema de delegacias. Assim, recomenda-se que o Poder Judiciário, juntamente com a Receita Federal, destine verbas para a implementação de uma delegacia específica para essas investigações em cada sub região. Além de ampliar o conjunto de polícias em todas as cidades, para proteção e orientação da população de perto. Somente assim irá se superar os dilemas das famílias desamparadas de um membro, como no caso dos Nilsens da alusão anteriormente citada.