Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 29/10/2019

A série “Leftovers” relata um drama fictício, no qual 2% da população mundial desaparece misteriosamente. Por esse viés, trazendo esse contexto para a realidade, a sociedade brasileira tem precisado lidar com o desaparecimento diário de inúmeras pessoas. Assim, vislumbra-se a necessidade da ampliação de políticas públicas, já que, a problemática é respaldada por um contexto político permissivo que facilita a ocorrência desses casos.

De fato, as ações do governo não são eficazes no combate aos desaparecimentos, visto que, ela se fundamenta em uma base de dados desatualizada do Ministério Público. Além disso, há a possibilidade de qualquer pessoa acessar esse sistema, de modo que, isso pode comprometer a lisura e a eficácia, pois não há a garantia da veracidade das informações anexadas com relação aos desaparecidos. Ademais, é crucial ressaltar a ausência de delegacias especializadas nas buscas, que encontra exceção no SINCRIDE, presente no Paraná, especializado no desaparecimento de crianças.

Nesse sentido, o fato de oito pessoas desaparecem a cada uma hora no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é corroborado pela ausência de combate. De maneira que, as famílias desses indivíduos precisam lidar com a angústia em função da falta de respostas, que, infelizmente, podem estar atreladas à casos de adoção ilegal, tráfico humano, dentre outros, segundo a Rede Brasil. Por conseguinte, tal conjuntura urge por medidas de mobilização que estabeleçam a identificação dessas práticas.

Em suma, o problema instaurado é reforçado por políticas vigentes. Portanto, para a mudança desse cenário, é preciso que o governo se una ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a especialistas como: pesquisadores, técnicos em TI, policiais, dentre outros, com o intuito de reestruturar tecnicamente o sistema de buscas. De modo que, os dados regionais sejam coletados com a ajuda de ONGs periodicamente, para que haja um sistema nacional atualizado. Atrelado à isso, é importante que haja a expansão de delegacias especializadas como o SINCRIDE, por meio do direcionamento de capital público para o treinamento de policiais no combate às ações criminosas supracitadas, com cursos periódicos ministrados nas próprias academias por profissionais capacitados. Só desse modo a melhoria será galgada.