Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade brasileira é o oposto da descrita pelo autor, posto que os desaparecimentos de pessoas afrontam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico urge pela ampliação de medidas para o cessamento tal problemática.

Para o filósofo irlandês Edmund Burke tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam. Consoante esse pensamento é fulcral destacar a baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Devido a esse fato, a angústia e o sofrimento permeiam o tecido civil brasileiro, frutos desse quadro deletério. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo denotar a cooperação da sociedade como fator decisivo para a regulação de tal panorama. Segundo dados divulgados por órgãos policiais, em cerca de 90% dos casos registrados as pessoas desaparecidas são encontradas. Nessa perspectiva, é necessário abrir meios para esse tipo de participação e dotar o indivíduo de conhecimento, para que esse possa agir de maneira salutar. Tudo isso contribuirá para avanços no combate à problemática.

Dessarte, haja vista os fatos supracitados, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido na criação de delegacias regionais especializadas nesse tema, bem como órgãos municipais responsáveis por coletar dados referentes às pessoas desaparecidas e o repasse desses para as delegacias, a fim de manter o controle e facilitar os trabalhos. Além disso, importante o uso dos meios de comunicação de massa para a circulação de fotos dos desaparecidos, possibilitando o reconhecimento. Com tais medidas efetivadas o Brasil alcançará o ideário de More.