Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a busca por pessoas desaparecidas, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Diante disso, pode-se perceber que o desaparecimento de pessoas, seja por descuido com crianças que se perdem no shoppings centers, adolescentes que vão à encontros marcados pela internet ou tem problemas familiares, bem como sequestros com intenção de tráfico sexual e de crianças, são uma problemática com urgência de melhoria, já que foram registrados em 10 anos cerca de 693 mil casos, dados esses informados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Outrossim, destaca-se a falta de vigilância como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a falta de mecanismos úteis e eficientes causam demora nas buscas, e assim aparenta mostrar um sistema fraco e acaba desencadeando mais sequestros, visando a pouca procura. Diante do contexto, se houvesse mais investimento em tecnologias, gerando procuras bem feitas, amenizaria o problema, já que de acordo com o artigo 144 da Constituição Brasileira, a segurança pública é direito de todos e dever do Estado.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, urge que o Estado invista mais na tecnologia, com sistemas de câmeras com reconhecimento facial com banco de dados dos desaparecidos, e buscas duradouras para obter uma maior chance de encontrar as pessoas. Logo, o Ministério da Segurança e Educação devem instituir, nas escolas e por toda a mídia, mensalmente, campanhas para incentivar maior atenção dos jovens com esse perigo que persiste no país, seja por encontros com estranhos sem avisar a localização, fuga da residência caso aconteça alguma discussão, bem como a atenção dos pais com seus filhos novos em locais com muita movimentação. Dessa forma, o Brasil poderia superar o problema.