Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 29/10/2019
O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas do Paraná(SICREDE) logra êxito em 99% dos casos em que atua segundo o jornal Folha de Londrina. Entretanto, a realidade no restante do país é oposta, pois, fatores como a vulnerabilidade infanto juvenil e o estresse da vida adulta deflagram o desaparecimento de pessoas no Brasil. Evidenciando assim, a necessidade da ampliação de políticas públicas que atuem sobre essa problemática.
Em primeiro lugar, é notório que as crianças e os adolescentes constituem a camada mais vulnerável da sociedade. Essa análise é embasada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que refere-se a essa faixa etária como a mais propensa a ser lesada. Tal fato, corrobora a estatística divulgada pelo Ministério da Justiça, a qual exibe uma taxa de aproximadamente 40 mil crianças desaparecidas por ano no Brasil. Dessa maneira, infere-se que a fragilidade da faixa etária em questão compõe uma das principais causas de desaparecimento de pessoas na sociedade brasileira, o que demonstra a necessidade da criação de mais órgãos como o SICREDE.
Em segundo lugar, sabe-se que o sumiço de indivíduos está presente, também, na realidade da população adulta, porém, com causas diferentes das que geram esse drama na infância. Sob essa perspectiva. uma reportagem divulgada por “www.G1.com” afirma que a principal causa do desaparecimento de adultos dá-se por opção pessoal. Logo, é possível perceber que o estresse da vida adulta leva à necessidade de fuga por aqueles em idade adulta. Nesse sentido, vê-se o aumento dos problemas de a saúde relacionados ao estresse e à ansiedade, o que foi evidenciado pela Folha de São Paulo quando essa afirmou que o estresse afasta mais pessoas do trabalho do que a depressão, por exemplo. Desse modo, torna-se perceptível a influência das mazelas relacionadas à saúde mental dos indivíduos sobre casos de desaparecimento de adultos.
Portanto, urge a tomada de providências para a melhoria do quadro atual. Em suma, é necessário que o Estado, a partir da criação de delegacias especializadas(como no Paraná), torne a busca por crianças desaparecidas mais eficiente, a fim de proteger a juventude brasileira sobrepondo sua vulnerabilidade. Ademais, cabe às emissoras de televisão, criar ficções engajadas, nas quais, por meio do retrato verossímil das consequências do estresse, evidencie-se a importância da consulta a psicólogos, visando amenizar os efeitos da ansiedade sobre o corpo social. Assim, se tornará possível amenizar a triste realidade que faz surgir organismos como o SICREDE no Brasil.