Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 29/10/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece o direito de viver em segurança como fundamental e inalienável a todos os indivíduos. Infelizmente, no Brasil, milhões de pessoas não possuem esse direito assegurado, tornando-se constantemente vulneráveis a serem raptadas por criminosos. Isso acontece devido a alta lucratividade dos comércios que envolvem tráfico humano, sendo que a polícia ainda não consegue combater esse tipo de crime.
A comercialização de seres humanos é um delito cometido globalmente. Veja-se, por exemplo, o tráfico de órgãos. Em 2011, a OMS apontou que esse crime corresponde a 10% do tráfico mundial. Lamentavelmente, milhões de cidadãos brasileiros estão suscetíveis a serem sequestrados para esse tipo de negócio desumano e cruel.
Paralelamente a isso, a polícia brasileira não consegue impedir crimes como esse. A lentidão e falta de preparo especializado em investigar sobre pessoas desaparecidas contribui para que os criminosos continuem ilesos. Logo, o número de indivíduos que desaparecem no Brasil não tende a diminuir.
Diante desse problema, o governo precisa investir na ampliação de programas em combate a esse crime. A polícia necessita obter mais verba para montar, para policiais, cursos de especialização de combate a esse tipo de delito. Além disso, é fundamental contar com o apoio da mídia para conscientização e contribuição da população acerca dessa problemática, para que os cidadãos sejam mais precavidos e até mesmo possam dar informações importantes para a investigação de casos de desaparecimento. Assim, como declarou o ex presidente sul africano Nelson Mandela, devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero.