Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 29/10/2019
No Brasil, o desaparecimento de pessoas é recorrente e pode ocorrer por diversos motivos como: conflito familiar, desastre natural, tráfico, sequestro e perseguição política a exemplo da ditadura militar, período em que o próprio governo estava envolvido nos sumiços. Além disso, os desaparecidos podem atravessar limites geográficos, o que dificulta procedimento de busca, e desestabilizar famílias.
É possível que o indivíduo cruze fronteiras municipais, estaduais e até mesmo nacionais. Portanto, o tempo é uma variável importante no resultado da procura policial.A medida que essa se alonga, maiores riscos são enfrentados pela pessoa, principalmente por aquela de situação vulnerável, como criança, adolescente, idoso e detentor de doenças ou distúrbios psicológicos.
Ademais, os familiares do indivíduo ausente encontram-se em situação de desconforto emocional. Sofrem com angústia e incerteza, as quais podem levar meses para serem sanadas. Destarte, o apoio por parte de servidores da saúde pública, dedicados aos cuidados psicológicos à família, é imprescindível.A frequência de visita dos profissionais seria realizada entre 1 e 3 vezes ao mês, conforme a urgência. Tal medida deveria ser realizada e administrada pelo ministério da saúde.
Outrossim, cabe ao ministério de justiça e segurança pública disponibilizar a polícia um software.Esse realizaria a divulgação de principais dados e imagens do desaparecido pelas redes sociais e sites frequentemente visitados nas cidades e estados,próximos ao desaparecimento. Além disso, o programa permitiria que outros estados do Brasil e países próximos a ele tivessem acesso as informações. Dessa forma, caso o indivíduo realize algum cadastro ou contato com empresas e/ou instituições físicas ou virtuais um alerta seria enviado a polícia. Por consequência, essa articulação permite maior agilidade nos casos e resultados melhores.