Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 29/10/2019

É evidente que, no Brasil, pouco se fala sobre o desaparecimento de pessoas, por quaisquer que sejam os motivos, no entanto, esta é uma situação muito recorrente, já que é consequência de muitas possíveis causas, que resultam nesse sumiço. De acordo com o portal EBC de notícias, cerca de 82 mil pessoas desvaneceram-se, ainda assim, não se pode comprovar a veracidade desse dado, visto que há falhas no cadastro dessas pessoas e na regulamentação dele.

Algumas das causas de mais de 2 pessoas por minuto sumirem em nosso país, não são somente a intolerância e carência de incentivos familiares, o desfruto de substâncias tóxicas nocivas e o alcoolismo, como também, transtornos mentais associados a traumas e patologias cerebrais, desapoio com relação à sexualidade do indivíduo e sequestros. Em sua grande maioria, as pessoas mais suscetíveis à essa situação são os adolescentes, estes representam quase 30% do total de pessoas desaparecidas, de acordo com a pesquisa feita pela Comunidade de Aprendizagem Cidade Livre.

Ademais, a falha na cadastragem dessas pessoas no serviço de Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, influi diretamente nos dados estatísticos de inúmeras pesquisa, uma vez que as pessoas que foram cadastradas e  posteriormente encontradas, permanecem como desaparecidas. Ou seja, não há a regularidade devida na atualização e manutenção dessa “plataforma” de atendimento pelo Poder Público, como deveria ser feito, pois falta comprometimento das pessoas em exigir essa regulamentação. Além de que as pessoas só devem ser incluídas no cadastro caso haja a certeza  do  seu desaparecimento, para evitar fraudes e auxiliar na autenticidade das estatísticas.

Urge, portanto que o sumiço de pessoas é algo comum e tem várias causas, embora não tão comentado, seja por falta de interesse ou por falta de propriedade sobre o assunto. Contudo, isso deve ser revertido, e para isso é necessário que haja uma parceria entre a sociedade, os Ministérios da Segurança Pública e Justiça, o Poder Público e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, cada um exercendo seu respectivo papel de fiscalização, exigência, apoio financeiro e emocional, garantia de  procura, defesa e justiça, por meio de canais de comunicação, sobretudo na internet por meio das influências digitais, com o objetivo de encontrar o máximo possível de pessoas desaparecidas, estejam elas vivas ou não. Para que assim e somente assim, as famílias dessas pessoas se aliviem, a justiça seja reaparecida e os dados estatísticos se cessem.