Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Promulgada pela ONU (Organização das Nações da Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança e ao bem-estar. De maneira análoga, na obra” Utopia”, o autor Thomas More se destacou no campo literário mundial ao narrar uma sociedade coesa e equitativa. Contudo, no Brasil, percebe-se ao contrário, um exemplo disso é o aumento no numero de pessoas desaparecidas, que tem como alicerce não somente a insuficiência da segurança pública, mas também, a ineficácia de órgãos responsáveis pela busca de pessoas desaparecidas.Sob esse aspecto, convém as principais causas do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que as palavras existentes na bandeira do país, ordem e progresso-, retratam os objetivos de uma nação. Para avançar é mister que ocorram ações baseadas na empatia e bem geral. Analogamente, percebe-se em jornais e revistas, o aumento frequente de pessoas desaparecidas na sociedade contemporânea. Isso ocorre, desde a antiguidade, nos movimentos da ditadura militar, onde as pessoas que eram contra, foram submetidas a sequestros e maus-tratos pelo regime. Nessa perspectiva, conforme jornalista e dramaturgo irlandês, George Bernard, é impossível progredir sem mudanças, ou seja, o Brasil precisa colocar em pauta essa situação social que afeta tanto no desespero familiar, quanto na evolução do indivíduo.
Faz-se mister, ainda, salientar as dificuldades de encontrar os desaparecidos como impulsionador do problema. De acordo com Zygmount Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é caracterizada da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Desse modo, é necessário atenção dos órgãos públicos, principalmente do Legislativo, que é responsável pela elaboração das leis.Outrossim, segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa inferir nas relações sociais e coletivas que prejudicam a sociedade. Acerca da lógica, é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um futuro melhor. Dessa maneira, cabe ao Estado, em parceira com o Ministério da Segurança pública, principal regência que ergue esse setor, elaborar novas políticas voltada à criação de setores responsáveis pela busca imediata de pessoas desaparecidas. Ainda cabe a mídia, o papel de promover campanhas e debates em horários nobres, fomentando a identificação dos mesmos, deixando evidente o telefone do órgão responsável. Somente assim, somando forças coletivas, será possível voltar a utopia e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel, para que as pessoas possam viver de forma justa e igualitária.