Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Segundo o Ministério da Justiça, em um ano, 200 mil pessoas desaparecem. À vista disso, é preciso que haja ampliação das políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas como a atualização do sistema e inserção deste nos meios de comunicação de massa e também um desenvolvimento de programas direcionados especificamente para crianças.

Vale ressaltar, a princípio, a necessária ampliação do modelo desatualizado sob supervisão do Ministério da Justiça, para uma reforma sistêmica e técnica, com o uso dos meios de informação. Nesse sentido, de acordo com o livro 1984 de George Orwell os meios de comunicação e a mídia controla as massas, ou seja, a influência destes é muito grande sob a população. Desse modo, é imprescindível a divulgação de qualquer desaparecimento confirmado em todos os canais de comunicação de massa, como televisão, celular, rádio, para uma maior abrangência da informação e solução do problema como resultado. Além disso, uma reestruturação no site da delegacia para catalogação de indivíduos é também importante, tornando-o mais preciso com os dados do cadastrador e do cadastrado, para evitar um registro falso, perda de tempo na investigação e estatísticas erradas.        Ademais, devido a maior vulnerabilidade das crianças e grande casos de desaparecimento desses indivíduos é fundamental a ampliação das políticas públicas de desaparição voltadas para esse público separadamente. Nessa acepção, não só o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente define as crianças e os adolescentes como vulneráveis, como também, consoante o Ministério da Justiça, 40 mil pessoas que desaparecem anualmente são menores de idade. Dessa forma, cidadãos com idade menor que 18 anos são mais suscetíveis a serem lesados, sendo raptados facilmente para fins como tráfico de órgãos e prostituição e só existe em todo o território nacional apenas uma delegacia especializada nesse público, no Paraná e, por isso os dados permanecem alarmantes.

Diante dos fatos mencionados, portanto, é necessário que o Ministério da Justiça juntamente com a mídia coloque em prática o “merchandising social” com os dados do site da delegacia para cadastramento de ausentes, ou seja, a inserção destes nos suportes de divulgação de informação. Isso deve ocorrer por meio da introdução de fotos e dados dos cidadãos desaparecidos em programações televisivas, peças teatrais, novelas e filmes, colocando em prática a afirmação do escritor George Orwell da característica da mídia e meios comunicativos como ampliador do alcance informativo ao público alvo e também como fez a ONG Mães da Sé que realizou parceria com cinemas no filme “Procurando Dory” para evidenciar as pessoas que precisavam ser encontradas. Assim, essa ação deve ser empregada para que haja mudança no cenário e no número de desaparecimento.