Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Afim de diminuir o número de casos de desaparecimentos no Brasil,que de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública chega até 82 mil registros anualmente,fora sancionada em março deste ano uma nova Lei que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.Apesar deste avanço na segurança pública nacional,esta situação ainda é uma grande problemática por diversos fatores sociais que se estendem, como o preconceito social e o negligenciamento governamental retendo mudanças necessárias.
A eternização de comportamentos preconceituosos por parte da sociedade é um dos motivos para o aumento do número de desaparecidos, onde de acordo com a Delegacia de Descoberta de Paradeiros a maioria das meninas entre 12 e 17 anos que foram encontradas dizem ter fugido de casa devido a rejeição de sua opção sexual por parte da família.Verifica-se assim, que as políticas públicas para combate deste cenário acabam sendo prejudicadas pela homofobia ainda presente e enraizada na comunidade brasileira.
De acordo com a psicóloga Tatyana Sarruge “A saúde mental não é colocada em primeiro plano. Deveria ser muito mais trabalhada, mas ainda falta muito”, é possível constatar uma falha no poder público em fornecer apoio médico na área psicológica, problema que também acaba por refletir nos casos de desaparecimento,onde transtornos mentais como depressão são fatores que determinam quase 30% dos casos de paradeiros por jovens de 17 a 22 anos,segundo o site Cidadelivre.com.
Conclui-se portanto,que atualmente o número de desaparecidos no Brasil tem aumentado consideravelmente ao passar dos anos,logo a ampliação das políticas relacionadas a estes problemas se mostram cada vez mais essenciais,ressaltando assim a urgência na ruptura de algumas barreiras sociais que acabam as tornando ineficientes.Infere-se portanto que o Ministério da Saúde invista no aumento de vagas nos concursos públicos relacionadas aos tratamentos psicológicos para ampliar e proporcionar atendimentos mais acessíveis à sociedade e a realização por meio da imprensa de projetos e campanhas que abordem o assunto referente a opção sexual,afim de diminuir e desenraizar o preconceito eminente.