Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Em 25 de Maio de 1983, foi declarado nos Estados Unidos, o Dia Nacional das Crianças Desaparecidas em homenagem a Etan Patz, o garoto que desapareceu no seu percusso escolar por 38 anos, sem nenhuma notícia do seu paradeiro. Cenário este, que retrata as adversidades enfrentadas em ampliar políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no contexto brasileiro. A ascensão da vertente insiste, por falta de medidas eficientes do Governo em prol de registrar pessoas perdidas com ajunto da finalização de investigações de forma ágil, quanto a ausência de atenção por parte da sociedade sobre acerca da temática.
A exemplo, a promotora do Ministério Público, Eliana Vendramini, retrata em entrevistas, os desafios enfrentados em sanar os problemas que envolvem pessoas desaparecidas a anos e ressalva o quanto há o que melhorar no sistema público. De outro modo, ela descreve as falhas de comunicação entre os órgãos que trabalham em ligação com os casos, - o que mais vivencio, são as famílias que ficam anos sem informações sobre a pessoa, e as mesmas são enterradas como indigentes com diferença de 3 dias do desaparecimento -, acrescentando também que, - diversos idosos dão entrada em hospitais passando mal e por não serem identificados, acabam morrendo e as famílias não são notificadas -. Haja vista que, os sistemas e a comunicação pública entre ambos é bastante escassa, o que reforça a problemática.
Em detrimento desta questão, os pensamentos Arendhtianos reforçam as ações contraditórias da sociedade em relação a dar pauta nos desdobramentos. O conceito de banalidade do mal da filósofa alemã, demonstra em como a sociedade está destinada a visualizar a maldade e os problemas do cotidiano, como algo corriqueiro e normal, banalizando que os desaparecimentos de pessoas são problemas sociais e não só de quem está vivenciando a perda. Já que segundo psicólogos, a dor do desaparecimento é maior que a própria morte, isto é, trás a incerteza.
Portanto, medidas devem ser sancionadas no que urge em torno de ampliar meios nas buscas por pessoas desaparecidas. Cabe ao Ministério da Justiça, de desenvolver um cadastro nacional de pessoas desaparecidas - onde também possa oferecer o acesso por meio de aplicativo de celular - todas as informações das vítimas de desaparecimento do país, desde fotos até o tipo sanguíneo, a fim de que a população possa fazer conferências. Ademais, a Polícia Civil deverá receber treinamentos por meio da Secretaria de Segurança, em acionar e notificar os outros órgãos como - o IML, setor de reconhecimento de óbitos e hospitais - quando se identifica a pessoa desaparecida, resolvendo a falha de comunicação entre ambos, propagando assim, famílias mais informadas e menos desesperadas.