Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 29/10/2019

O desaparecimento de pessoas no Brasil é um assunto pouco debatido entre a população, mas de extrema importância. Visto que, no Brasil, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média 226 pessoas desaparecem por dia. Neste sentido, dois aspectos se fazem importantes: o sofrimento dos familiares; e a falta de organização e integração dos órgãos públicos e bancos de dados.

A princípio, cabe ressaltar que são dois os tipos mais comuns de desaparecimento: forçado, por meio de sequestros com o objetivo de usar as vítimas, principalmente, em redes de pedofilia, tráfico de órgãos, prostituição e escravidão moderna. Destaca-se, ainda, o desaparecimento voluntário, onde os indivíduos, em sua maioria adolescentes, fogem do lar devido a desentendimentos familiares, violência doméstica ou outras formas de abuso. Entretanto, independente da forma como ocorreu o desparecimento, os familiares sofrem demasiadamente, e esse sofrimento é aumentando pela falta de informação sobre o o paradeiro da vítima e a espera por mais informações.

Outro fator, é a falta de integração dos bancos de dados de diferentes estados, já que muitos desaparecidos vão para outras regiões e sem uma integração, fica mais difícil a investigação. Ademais, ao contrário do que é sugerido pela polícia de que o responsável deve esperar de 24 a 48 horas, a lei prevê que o boletim deve ser feito imediatamente após o desaparecimento, e além de iniciar as buscas imediatamente, a polícia tem que informar as rodoviárias, aeroportos e a policia rodoviária, coisa que não acontece. Na prática os desaparecidos tornam-se números e quem investiga são as próprias mães das vítimas.

Torna- se evidente, portanto, que é necessário que o governo, por meio do Ministério de Segurança Pública e o Ministério da Saúde trabalhem em conjunto, criando uma rede única de dados de todas regiões do Brasil, tornando o processo mais rápido e eficaz. Além disso, é importante que o Ministério da Saúde ofereça apoio emocional, por meio de, psicólogos e psiquiatras para que as famílias das vítimas possam estar preparadas para qualquer notícia. Com isso, o Brasil conseguirá diminuir o número de desaparecidos e dar apoio as milhares de pessoas que sofrem com o medo e a angustia de não saber o que aconteceu com as vítimas.