Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 31/10/2019

No relatório apresentado pela Comissão Nacional da Verdade, durante o regime militar no Brasil, entre 1964 e 1985 foram reconhecidos 434 mortes e desaparecimentos.

Encerrou-se o ano de 2018, tendo mais de 82.600 boletins de ocorrência de pessoas desaparecidas e 693 mil casos em dez anos no país. Na série alemã Dark produzida pela Netflix o personagem Mikkel desaparece sem deixar rastros e seu pai que é policial chega a ser afastado do caso por não desistir do garoto, mas certamente muitos desaparecidos no Brasil não tem a sorte de serem procurados até o fim.

A priori, uma pessoa pode desaparecer por vários motivos, sejam eles ligados a problemas familiares, drogas e problemas financeiros ou ligados a sequestros e raptos e é necessário uma apuração desses motivos pra que a busca seja eficaz. “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços prazerosos, mas são como armadilhas” na frase dita por Zygmunt Bauman é possível fazer uma ligação com a internet que consegue ser porta de entrada para sequestradores e oportunistas, se não usada com cautela, mas pode também ser o herói ao ter o importante papel de auxiliar no reencontro de famílias com seus entes queridos.

Em suma pode-se concluir que urge a necessidade de adotar um meio de cruzar as informações de desaparecidos com pessoas encontradas, mesmo que mortas e suas famílias possam se despedir com dignidade. Necessário também que tanto a mídia quanto a sociedade, além de divulgar o máximo que puderem estejam dispostos a acolher as famílias abaladas.