Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Em O Quinze, obra de Rachel de Queiroz, Chico Bento e sua família de retirantes lidam com o sentimento de luto e melancolia pela perda de Pedro, o filho mais velho, que desapareceu ao se retirar com outro grupo de retirantes. Nesse contexto, é nítido o luto e melancolia gravada na pele dos cidadães brasileiros, onde o número de desaparecidos cresce a cada ano, discutindo as causas do desaparecimento e dificuldade na busca.

Em seus textos Freud compara considerações a respeito da natureza da melancolia com o afeto normal do luto. A melancolia, hoje nomeada como depressão, é um diagnóstico de grande incidência na população mundial já o luto caracteriza-se pela reação normal relativa à perda de um ente querido. Sentimentos fortes e agravados em uma população que clama por justiça, que o sistema dos órgãos legais não consegue lidar por uma grande questão de burocracia e uma pequena quantidade de recursos.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública lançou o anuário com estatísticas sobre o tema. Um dos levantamentos aponta que, ao longo do ano passado, as autoridades de segurança registram mais de 82 mil desaparecimentos de pessoas. Para o coordenador do programa SOS Criança Desaparecida da FIA, Luiz Henrique Oliveira, falta no Brasil uma legislação própria e integração entre os diversos cadastros de buscas dos órgãos públicos.

Em síntese, é de suma importância a intervenção do estado para melhorar o quadro atual. Com o auxilio da secretaria da criança e da família em conjunto da mídia, propaguem campanhas em busca de doaçoes e avisos. É importante evitar os fatores que levam ao desaparecimento, lidando com maior sutileza para evitar que o número de pessoas desaparecidas nao aumente.