Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Para o pensador francês Pierre Bourdieu “aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em uma ferramenta de manipulação”. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, devido a falta de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas. Isso ocorre, ora em função do despreparo civil familiar em lidar com a situação, ora por inações governamentais.

A priori, é imperioso destacar que a má conduta na busca por pessoas desaparecidas, é fruto do despreparo civil no âmbito familiar. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, os indivíduos não estão cientes sobre as devidas condutas á serem tomadas a partir de tal acontecimento. Fato este, que é abordado no filme “3095 dias”, no qual, retrata o desaparecimento de uma criança, e seus responsáveis, sem discernimento adequado sobre o assunto, opta pela procura sem algum especialista, informando as autoridades tempos depois, por conseguinte, prejudicando toda a investigação. Assim, hão de serem dotadas medidas de preparação familiar para o auxílio nas buscas.

Outrossim, é imperativo pontuar que a falta de ampliações públicas na busca por desaparecidos, deriva ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de medidas que coíbam tais ocorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao analisar o estudo do IBGE que ratifica que a cada quarenta e cinco minutos, vinte e duas pessoas desaparecem. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Portanto, se um governo se omite a uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação.

Depreende-se, portanto, a necessidade de ampliações de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação - ramo do estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de defesa pessoal, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que o sujeito e a família ajam corretamente caso tal dilema venha á acontecer. Ademais, o Governo Central deve investir nas buscar, capacitando o profissional, oferecendo cursos para que esteja devidamente preparado para lidar com a situação, criando Secretarias especializadas no assunto e que possa receber alertas imediatos sobre algum desaparecido e informando toda a cidade, a fim de que a política alcance o equilíbrio na sociedade.