Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Rio de Janeiro, o ano é 2004. A irmã do lutador Vitor Belfort, Priscila Belfort, desaparece após sair do trabalho para almoçar. O caso dela foi bastante noticiado pela mídia e muitas investigações para solucioná-lo foram feitas, mas a moça nunca foi encontrada. Infelizmente, esse tratamento não se estende a todos os desaparecimentos porque não existe uma política governamental que seja eficiente na solução dessas situações. Nesse contexto, é necessário o aumento do interesse do Poder Público para resolver esses crimes e, ao mesmo tempo, oferecer suporte psicológico para os familiares das vítimas.
Em primeiro lugar, é importante saber que apenas no início de 2019, uma lei para a criação do Cadastro Nacional de Desaparecidos foi criada. Contudo, o Poder Público destina poucos recursos para a solução do sumiço de pessoas, seja por falta de investigadores na Polícia Civil de cada estado ou pouco interesse do Governo, porque na maioria das vezes, existem pouquíssimas pistas a serem seguidas e que não ajudam muito a encontrar a vítima. Isso sem contar que as delegacias apenas registram o desaparecimento de uma pessoa apenas após 24 horas do ocorrido, o que reduz as chances de encontrar logo o indivíduo.
Além disso, as famílias dessas pessoas ficam bem abaladas. Até porque em quase todos os casos, o responsável pelo desaparecimento de alguém é outro ser humano. Partindo desse fato, quando o filósofo Thomas Hobbes disse que “o homem é o lobo do homem”, ele não deixou de falar uma verdade que se encaixa nesse caso. Ainda assim, um suporte psicológico oferecido pelo CAPS de cada cidade faria muita diferença na vida de cada parente, para ajudar a diminuir o sofrimento, a saudade e até para lidar com um possível sentimento de culpa.
Portanto, nota-se que a ampliação das políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no país não é uma opção, mas uma necessidade. Nesse sentido, o Poder Público deve dar uma atenção maior aos desaparecimentos noticiados, por meio de investimentos financeiros e promulgação de leis que possam ajudar a solucionar esses crimes. Isso pode ocorrer com mais contratações de profissionais por meio de concurso público para a Polícia Civil, a fim de aumentar o número de pessoas encontradas e diminuir o sofrimento de muitas famílias que tem um parente perdido. Com essas medidas, que não excluem outras, espera-se que situações como a de Priscila, que está há mais de 15 anos desaparecida, sejam solucionadas e investigadas de maneira mais rápida e eficaz e que as vítimas apareçam o mais rápido possível.