Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 01/11/2019

“Desaparecidos”, série veiculada pela Netflix, mostra o drama de familiares que já viveram ou ainda vivem à procura por parentes desaparecidos. De fato, no Brasil, o número de desaparecimentos cresce, cada ano, e a ampliação de políticas públicas na busca é necessário pois, essa situação, pode ser um agravante para economia e desestrutura os familiares da vítima.

Primeiramente, é preponderante relacionar possíveis problemas na economia ao sumiço de pessoas. Visto que, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), todo ano são registrados oitenta e dois mil desaparecimentos, entre eles 27% são jovens de 15 a 23 anos, sendo a principal causa a opção sexual. Nesse contexto, é observável que esses indivíduos estão incluídos no grupo da População Economicamente Ativa (PEA) e perdê-los é um retrocesso no desenvolvimento econômico e social. Desse modo, combater o desaparecimento de pessoas requer, sobretudo, a quebra de preconceitos.

Em segunda análise, torna-se essencial um olhar sensível sob o cenário psicológico que os familiares daquelas vítimas se encontram. No primeiro episódio da série “Desaparecidos”, mostra a história real de um filho que precisa conviver com o desaparecimento do seu pai que sofria de Alzheimer e em uma das suas falas o filho diz que até hoje espera a volta do seu pai e que, desde então, nada é igual na sua família, como festas comemorativas, entre outros. Nesse sentido, é preciso entender que o sumiço físico de pessoas causa o desaparecimento de paz e alegria naqueles que ficam. Portanto, é fundamental resolver essa questão.

Diante do exposto, cabe ao Ministério da Educação deve propor palestras para pais e filhos, nas escolas, sobre orientação sexual e a propor a ruptura de preconceitos que ainda possa existir, por meio do auxílio administrativo das Secretárias municipais de Educação, para que esse problema não venha a desestruturar outras áreas da sociedade, principalmente, a economia. Outrossim, o Ministério da Assistência Social deve criar um programa de ajuda aos familiares com psicólogos orientados para o caso que acompanhem a família daquela vítima para ajudá-los a tratar a situação adequadamente. Destarte, os casos de desaparecimento mostrados na série se tornarão raros.