Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Consoante ao grande líder do movimento dos direitos civis dos negros, Martin Luther King, ‘‘A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar’’. Semelhante a questão da busca por pessoas desaparecidas no Brasil que, mesmo após avanços constitucionais, a situação de iniquidade persiste e reflete na sociedade devido ao descaso governamental que causa uma falha no setor de segurança pública.
A elaboração da Constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos. No entanto, é notório que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direito mínimos, visto que as autoridades de segurança registram mais de 80 mil cidadãos desaparecidos todos os anos. Dessa maneira, percebe-se que essa situação de vulnerabilidade social afeta as famílias e o funcionamento dos órgãos de segurança configurando, não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal.
Igualmente, destaca-se, o fator de segurança como mais um desafio a ser cumprido. Todavia, faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, conforme o pensamento de Thomas Hobbes de que é função do Estado garantir a paz e manter a organização de toda a sociedade expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que o número de desaparecidos só crescem.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo, em parceria com os órgãos de segurança pública promova a construção de locais especializados em buscar por pessoas que sumiram para que os casos sejam resolvidos com rigidez e rapidez. Nesse sentido, o intuito de tal medida é oferecer proteção a todos os indivíduos. Além dessa, outras medidas devem ser tomadas, porém, de acordo com Oscar Wilde, ‘‘O primeiro passo é o mais importante na evolução do homem ou nação’’.