Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Na série de TV, Pretty Little Liars, o qual conta a história de cinco amigas inseparáveis, mas que abala o grupo após o desaparecimento da líder do grupo quando tinha apenas dezesseis anos. Segundo o Conselho Federal De Medicina (CFM), o índice de desaparecimento de crianças e adolescentes vem se elevando a uma taxa superior a 10% anualmente, somente no Brasil são registrados 50 mil casos por ano. No século XXI a problemática ocorre em virtude do tráfico de pessoas é a principal finalidade para o desaparecimento, acompanhada pela grande burocracia para o resgate das mesmas. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se capaz de perceber, que no Brasil uma porta para o tráfico de pessoas são as redes sociais. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública fez uma pesquisa para o Comitê internacional da Cruz Vermelha, por conseguinte em média, 190 pessoas desaparecem por dia, oito por hora. Diante disso, devido à globalização as redes sociais se tornou também um ambiente nocivo, uma vez que pode ser uma armadilha para o desaparecimento de pessoas, com diversas finalidades desde a trabalho no exterior até tráfico de órgãos.
Desse modo, a burocracia e o tempo são fatores cruciais para encontrar pessoas desaparecidas. Segundo Organização das Nações Unidas (ONU), quanto mais tempo a pessoa permanece desaparecida, mais vulnerável se torna, correndo risco de exploração ou de abusos. Esse demora deve principalmente pela burocracia brasileira, que é lenta para efetivar o registro de desaparecimentos. À vista disso, a Lei 11.259/2005 determina a investigação policial imediata em casos de desaparecimento em qualquer idade. Anteriormente, esperava-se entre 24 e 48 horas após o desaparecimento para que se iniciassem as buscas.
Fica claro, portanto, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Poder Executivo, em conjunto com a Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas realize a fiscalização nas redes sociais através de campanhas para a conscientização da população acerca dos perigos da internet, de modo que a sociedade se atente aos perigos e não sejam vítimas do tráfico de pessoas, para que o índice de pessoas desaparecidas seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas em praças públicas, ministradas por psicólogos e policiais, que discutam sobre a importância da busca de pessoas e segurança da comunidade, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus. Por conseguinte, tornar-se casos como da série Pretty Little Liars quase inexistentes.