Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Um dos crimes mais famosos do século 21, foi o desaparecimento da garotinha inglesa Madeleine Mccan em Portugal, que foi amplamente noticiado pela imprensa mundial, teve colaboração da polícia britânica e portuguesa nas investigações, inclusive posteriormente ajuda de outros países e detetives particulares. No entanto, apesar de tamanho empenho e recursos dedicados, infelizmente a criança nunca foi encontrada. Certamente, casos de destaque como esse elevam nosso pessimismo, pois é praticamente inevitável pensar que se em um caso de grande repercussão internacional, em que a imagem da criança foi mostrada em praticamente todos os jornais do mundo, a menina jamais foi encontrada, quais chances tem as pessoas anônimas que desaparecem e mal tem sua foto divulgada na sua região? Já é de conhecimento da justiça que a maior parte dos sequestros é efetuado com a finalidade de trabalho escravo e exploração sexual, também é comum crianças se perderem e além disso muitas pessoas somem por conta própria para fugir de situações de violência e abusos, segundo o jornal Bom dia São Paulo. Embora sejam dados preocupantes, o poder público não parece se preocupar com a investigação desses desaparecimentos. Atualmente, em todo o Brasil, existem poucas delegacias especializadas em desaparecimentos, e em adição, os cadastros de pessoas desaparecidas raramente são atualizados e não só o Estado não cuida dessas atualizações, como também a família dos desaparecidos não costuma entrar em contato com as autoridades para comunicar que o familiar foi encontrado. Certamente uma medida que deve ser tomada para melhoria do quadro mencionado, é o direcionamento de recursos do Ministério da Justiça para ampliação das delegacias especializadas em desaparecimentos, assim como aumento do quadro de funcionários e treinamento, sendo possível, inclusive, a atuação de agentes da polícia federal para auxiliar nas investigações, sendo especialmente úteis no desmantelamento de quadrilhas de tráfico de pessoas. Não só isso, mas também pode ser feita uma parceria entre o Ministério público, que já possui um cadastro de pessoas desaparecidas, e empresas estatais ou privadas, visando a divulgação dos desaparecidos, por exemplo, em embalagens de produtos e comerciais na televisão ou internet. É importante salientar que embora seja muito importante o interesse da sociedade civil nos desaparecimentos, apenas com a adoção de boas políticas públicas será possível diminuir o número de pessoas desaparecidas no brasil.