Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 01/11/2019

A ditadura militar brasileira (1964-1985), deu início a uma série de prisões que, muitas vezes, levaram ao desaparecimento de centenas de pessoas que até hoje não foram localizadas. Após 55 anos do golpe militar, a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas ainda é um grande desafio para a sociedade atual. Assim, cabe a análise acerca das causas, consequências e possível solução da problemática.

Segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado por meio de um contrato social, deve garantir o bem-estar à população. Entretanto, tendo em vista o descaso com que são tratados os casos de desaparecimento pelas esferas governamentais, percebe-se a necessidade de ampliação de políticas voltadas para essas vítimas e também para auxiliar as famílias nesse momento difícil. Logo, é preciso um novo posicionamento das autoridades diante do problema.

Ademais, é fato que os conflitos familiares acentuam o impasse, já que muitos jovens não se sentem aceitos pela família em razão de sua opção sexual, decidindo fugir de casa. Por conseguinte, acabam desaparecendo sem deixar explicações. A prova disso se revela numa pesquisa publicada pelo site Cidade Livre, onde diz que entre meninas, a rejeição por suas escolhas sexuais é o principal motivo para abandonarem suas casas. Nesse sentido, fica evidente que esse aspecto negativo agrava ainda mais o desafio.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça aprimorar a busca por esses indivíduos, cujo paradeiro não se sabe, por meio da atualização do sistema on-line de cadastro de pessoas desaparecidas e da criação de delegacias especializadas. Além disso, o Governo Federal deve repassar verbas para ONGs que tem por objetivo social ajudar os familiares dessas pessoas, de forma que a frase de John Locke se torne mais concreta.