Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 31/10/2019

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 82 mil pessoas são registradas como desaparecidas todos os anos. Dado que reforça a gravidade dessa questão no país e como é tratada de maneira eufemista pelo Estado e sociedade. Desse modo, é possível destacar a falha dos programas de segurança pública e falta de divulgação desses casos por parte da mídia como fatores determinantes para a problemática.

Em primeira análise, sabe-se que é de grande importância o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Porém, é notável que falhas como desatualização dos dados interferem no andamento das buscas. Esse problema advém, principalmente, da falta de notificação das famílias ou até dos órgãos de segurança pública de quando uma pessoa é encontrada.

Ademais, na “era da informação” é coerente que a informação chegue ao cidadão. Segundo George Orwell, em sua celebre obra “1984”, afirma que a mídia controla as massas. Nesse contexto, é evidente a influência das mídias no comportamento de uma sociedade, sendo necessário a veiculação de notícias desses casos para que a população veja a real dimensão do problema.

Portanto, é mister que o Estado amplie as políticas públicas a fim de atenuar esse infortúnio. Com o auxílio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, é necessário a criação de delegacias especializadas nesses casos, nos estados da Federação e dar condições para os profissionais atuarem. Não só isso, mas também uma atualização no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, com objetivo de acelerar os processos e os efeitos sociais. Além do mais, é fundamental uma publicidade forte, alertando e informando a população, por meio de rádio e comerciais na televisão para que alcance o número máximo de pessoas. Assim, talvez, consigamos melhorar o dado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.