Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Segundo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Para o filósofo, a qualidade de vida é tão importante que ultrapassa o valor da própria existência. No entanto, no Brasil, milhares de pessoas têm seu bem-estar afetado devido á lentidão das políticas públicas na busca por desaparecidos, situação existente não só por conflitos familiares, mas também pela falta de integração na comunicação dos órgãos públicos. Assim, hão de ser analisados tais fatores para mitigá-los de maneira eficaz.
A priori, problemas familiares são a origem da maioria dos casos de desaparecidos. Segundo o Departamento de Saúde Mental da UFG, a família representa a condição necessária para o desenvolvimento de vínculos que garantem a sobrevivência física, social e afetiva das pessoas. Sob essa visão, é compreensível que alguém que viva em constante conflito familiar acabe fugindo, na tentativa de se desvencilhar de tal situação. Desse modo, obter a localização da pessoa é ainda mais difícil, já que ela não quer ser encontrada. Entretanto, tal situação poderia ser evitada caso fosse tratada em sua origem, ou seja, na base dos conflitos. Destarte, medidas são imprescindíveis para melhoria dessa realidade.
Somado a isso, não há um padrão nacional de buscas por pessoas desaparecidas. De acordo com o pensamento de Thomas Hobbes, o Estado é essencial para garantir os direitos sociais, pois é regulador das necessidades humanas. Apesar disso, o governo não cumpre seu papel de beneficiar a população, uma vez que não realiza a integração da comunicação dos meios públicos, como hospitais e delegacias, para facilitar a localização de pessoas. Visto isso, o resultado desse desalinhamento é uma maior demora nas buscas e informações desencontradas, o que prejudica de forma absurda as resoluções dos casos ocorridos.
Diante do exposto, medidas exequíveis são necessárias para ampliar as políticas públicas por desaparecidos. Logo, urge que o Governo Federal crie programas de conscientização nas comunidades, indicando ás pessoas que conflitos podem desencadear o sentimento de fuga em um parente, além disso, criar uma agência nacional de buscas, que vise integralizar a comunicação entre delegacias, hospitais e demais órgãos públicos. Para tal, essas ações devem ser realizadas por meio de projeto de lei - que é a melhor maneira de tomar decisões e beneficiar a população - , para que, assim, a quantidade de desaparecimento seja reduzida e essas pessoas possam buscar a máxima apontada por Platão.