Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Hodiernamente, nota-se um acréscimo acentuado da porcentagem de pessoas desaparecidas no país. A cada 45 minutos, 22 pessoas simplesmente somem no Brasil sem deixar rastros, ocorridos que eram muito comum, por exemplo, na época da ditadura militar em 1964. Essas situações se desenrolam com as mais variadas causas, motivos esses que muitas vezes, a família ou alguém próximo do desaparecido nem cogita em colocar em pauta. E enfim, a questão a ser inserida para discussão se liga diretamente em como o país tem respondido a essa problemática.
Pode-se dividir esses casos em duas vertentes: os desaparecimentos “voluntários” e os desaparecimentos “involuntários”, a primeira se remete aos que por livre opção vão embora, muitas vezes gerados por brigas familiares, rejeição da opção sexual, ou interesses não igualitários entre uma pessoa e outra e entre outros casos (mas mesmo assim, é noticiado pra polícia estadual como desaparecimento) e a segunda se refere ao casos de sequestro, brigas que tomam uma proporção maior e resultam em morte no consequente desaparecimento do corpo, e assim por diante.
O Brasil sofre de um défict, que não é atual e sim que vem sido estabelecido há décadas no meio de maneira sucinta e discreta, sem que nem mesmo os brasileiros ou os responsáveis percebam. Essa insuficiência não é sobre as faltas de leis ou de ideias e sim sobre a exiguidade do cumprimento delas. Uma lei sancionada este ano determina que a busca por desaparecidos deve ser feita pelas autoridades até encontrar a localização dessas pessoas. A lei também reconhece a complexidade da situação dos familiares dessas pessoas e determina que o Poder Público ofereça apoio adequado mas a realidade atual são casos sendo colocados de lado como se conforme o tempo for passando, a importância daquele indivíduo também. Como diz o filósofo-escritor Romain Rolland: “Todas as decepções são secundárias. O único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos.”
Conclui-se portanto que, o sumiço desses cidadãos são de extrema importância, já que envolvem muitas famílias preocupadas e outros vivendo com medo de viver em um ambiente onde não haja segurança para andar sozinho. É necessário não descobrir “somente” aonde estão mas sim, o por quê e como combater aquilo. Isto é, é necessário observar uma visão completa da situação para que só assim, tenha a criação de novos cadastros de buscas dos órgãos públicos. Com o Brasil abraçando essa causa com essas novas medidas, rapidamente terão uma resposta aos desaparecimentos. É preciso se envolver nisso, como diz o outro filósofo Heráclito “Nada é permanente, salvo a mudança”.