Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Visto a produção cinematográfica Lion: Uma jornada paraa casa (2016), que conta a história de Saroo um menino que se perdeu da família quando criança, permanecendo em estado de desaparecimento por 25 anos. Assim, não obstante da realidade, é notório os números crescentes de casos de sumiços. Diante disso, é fundamental compreender a gravidade do problema para obter-se um maior engajamento político do Estado para ampliar as políticas públicas na busca de pessoas desaparecidas no Brasil.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2018): o ano de 2017 foi encerrado com a média de oitenta e dois mil registros de boletins de ocorrência. Dentro dessa perspectiva é válido analisar os vários motivos do desaparecimento bem como suas classificações. Nesse sentido, essa ausência é dividida em ser algo que é voluntário, em que a pessoa sumida está em falta por motivos de conflitos familiares, problemas no trabalho ou em alguns casos já se encontra em estado depressivo, o que pode gerar influências nas decisões tomadas. Bem como o involuntário e o forçado em que seus porquês muitas vezes podem ser similares, porém o involuntário está voltado mais para razões acidentais que provocam inconsciência da pessoa.
E ainda de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública nos últimos dez anos foram oito casos de registros de desaparecimentos por hora, adicionalmente cento e noventa casos por dia. Outrossim, como na história do menino Saroo, que foi baseados em fatos reais, é bem-vindo que tragam à baila esse assunto não tão discutido, ao levantar a perspectiva de sofrimento e angústia para as famílias. Da mesma forma, pode-se citar outro fato verídico ocorrido com o lutador Vitor Belfort, em que sua irmã encontra-se em estado de sumiço desde 2004, e o Vitor por ser uma figura pública, vem envolvido em demonstrar as dificuldades enfrentadas pelas famílias que estão em busca de respostas e um maior comprometimento governamental em segurança pública.
Portanto, cabe ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos promover a busca por pessoas desaparecidas por meios de projetos de lei com o objetivo de diminuir os índices de pessoas desaparecidas e garantir os direitos humanos das pessoas. Bem como as influências de pessoas com notoriedade, através de mídias sociais, explicando e testemunhando a angústia da família nessas ocorrências como no caso do lutador Vitor Belfort, sobretudo tendo-se o objetivo de conscientizar as pessoas de uma pauta delicada e pouco falada. Por fim, pode-se desenvolver projetos de atenção em prol de um acolhimento e atenção psicológica para àquelas pessoas que sofrem a dor da falta de notícias e espera.