Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Apesar da tecnologia poder ser um meio de monitoramento para com os círculos sociais, os dados sobre desaparecimento de pessoas não demonstraram queda com a sua ampliação nos últimos anos, e sendo a segurança um dos direitos de todo cidadão segundo o Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, tal pauta deve ser responsabilidade urgente do Estado.

Casos de crianças e adolescentes que são induzidos por criminosos a fugir de casa aumentaram após o surgimento das redes sociais, nas quais a possibilidade de criar um perfil falso facilitou o processo de conquista de vítimas. Além disso, abusos sexuais dentro do lar somam-se a lista de motivos para que jovens desapareçam de seus meios.

Entretanto, essa lista aplica-se apenas ao público menor de idade pois, segundo estatísticas divulgadas pelo site Cidade Livre, pessoas com mais de 18 anos desaparecem geralmente por uso de drogas ou de outros vícios e por vontade própria, em uma tentativa de escapar de uma situação tóxica ou de suas responsabilidades.

Diante disso, conforme o exposto, torna-se claro que políticas públicas sobre o assunto devem abranger todas as faixas etárias e classes sociais, desde a educação tecnológica para o grupo infanto-juvenil até programas que facilitem a comunicação entre órgãos de segurança e população, tanto para relatar um desaparecimento quanto para informar o seu desfecho. Projetos em conjunto com empresas midiáticas e instituições de busca à pessoas desaparecidas são a melhor solução para combater esse problema que transpõem o cenário criminoso e passa a ser também uma questão social. Somente dessa forma os direitos previstos na legislação brasileira poderão ser preservados.