Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea no Brasil, é o oposto, uma vez que a dificuldade para se combater e solucionar o desaparecimento de pessoas enfrenta barreira, o que dificulta a concretização dos planos de More. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma grave empecilho, não só pelos recorrentes casos anuais mas também baixa ampliação de políticas públicas na busca por desaparecidos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de informações sólidas sobres os desaparecimentos como promotor da problemática em questão. Conforma o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2016 e 2017) e o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados, respectivamente 71.800, 82.684 e 82.684 boletins de ocorrência no país. Partindo desse pressuposto, esses casos recorrentes não são a totalidade real, uma vez que, muitos familiares desconhecem a necessidade de registrar o desaparecimento na polícia o mais rápido possível. Além do mais, a falta de unificação nacional dos dados dificulta o andamento das investigações, que além de gerar difusão de dados estatísticos, também contribui para a realização de ações mais rápidas.

Ademais, é imperativo ressalta que o escasso uso da tecnologia pelo governo como impulsionador do problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o  bem estar da população, entretanto, isso está em déficit no país. De maneira análoga, é possível perceber que o consecutivo aumento e permanência de pessoas desaparecidas, rompe com essa harmonia, haja vista que em plena era tecnológica e de comunicação em tempo real, se torna inadmissível que o problema  seja enfrentado sem a utilização de mecanismos científicos, tecnológicos e midiáticos. Tudo isso retrata a resolução do problema, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, promova por meio de todas as redes midiáticas ( rádio, mensagens instantânea, noticiários, entre outros)  a divulgação de fotos, nomes e idades em conjunto o reconhecimento facial por câmeras do suposto suspeito e da vítima, principalmente de crianças e adolescente - que são os mais recorrentes e mais suscetíveis a óbito - assim como já é feito em diversos países, o chamado Alerta Amber.  Outra medida a ser tomada para facilitar a procura, é a criação de banco de dados de identificação por DNA que facilita, em médio e longo prazo, a procura pelos desaparecidos e assim a coletividade alcançará a Utopia de More.