Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Em uma primeira análise, encontros virtuais estão na moda. Na Internet, é muito fácil encontrarmos amigos virtuais e se identificarmos com os interesses deles, mesmo sem saber com quem exatamente estamos falando. Isso é um risco grave para nossa integridade, pois confiar em desconhecidos a ponto de marcar encontros, é uma atitude perigosa, e uma das principais causas de crimes cometidos nos dias atuais.
Primeiramente, temos relatos de jovens que fogem de suas casas, sendo os motivos a não aceitação dos pais em relação à sua orientação sexual, abusos provindos dos tutores, e até mesmo vícios em drogas ou problemas mentais, que fazem os indivíduos seguirem soltos em busca de uma liberdade ilusória que no fim só piora a situação. Muitos criminosos atuam em busca dessas pessoas pelos mais diversos motivos, sendo eles para tráfico ilegal de órgãos, e, por vezes, para obrigar as vítimas a realizarem trabalho forçado. No filme, “A Vida Secreta das Abelhas”, de Gina Prince-Bythewood, Lilly é uma garota de 14 anos, que sofre abusos recorrentes em casa, sendo agredida física e psicologicamente, levando a culpa pela morte de sua mãe, sendo que nem mesmo conhece ela de fato. Em seu aniversário, a personagem decide fugir de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para a Carolina do Sul, pois já tinha ciência que sua mãe morava naquela região. Quando completa seu destino, vive com as irmãs Boatwright, quebrando o ciclo de abusos que sofria.
Ademais, o tráfico humano, o sequestro, e o mercado negro compactuam fortemente para essa situação, pois muitos dos desaparecidos ou são vítimas de vendedores ilegais de órgãos humanos, traficantes de pessoas, ou proprietários de prostíbulos, que muitas vezes obrigam as vítimas a cometerem os atos ilegais. Outrossim, muitos dos desaparecidos morrem, mas os amigos e familiares não tem noção disso, pois os mesmos já estão em lugares distantes por conta dos criminosos, provavelmente realizando ações ilegais. Uma das medidas para tentar resolver esse problema, é a Delegacia do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, entretanto, trata-se de um sistema falho, pois o cadastro pode ser feito a qualquer momento, sem nenhuma restrição, resultando em milhares de cadastros falsos, o que só atrasa a investigação da polícia nesses casos.
Por fim, o Estado deve lutar contra isso instalando câmeras de segurança nas ruas de todo o território nacional, com o intuito de gravar a ação dos criminosos na intenção de reconhecê-los mais facilmente, assim como criar delegacias especializadas no assunto, como o Sicride, para que aja eficiência na busca dos desaparecidos, desse modo, mais casos de desaparecimento apontados pelo Ministério da Justiça serão solucionados, e a investigação desses será mais organizada.