Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no hodierno panorama brasileiro é o oposto do que o autor prega, uma vez que a incidência de desaparecimentos é cada vez maior. Nesse sentido, é importante analisar como a negligência do setor governamental e a falta de exposição da mídia influenciam na perpetuação do problema. Diante disso, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro lugar, é imprescindível destacar que o descaso do Governo tem papel importante na persistência do problema. Isso porque, há falta de um banco nacional integrado para mapear os registros de desaparecimento, o que contribuiria para um melhor monitoramento dos casos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Deve-se abordar, ainda, que a falta de propagação dos casos de pessoas desaparecidas nos meios midiáticos, como os jornais televisivos, é uma grande causa da problemática. Com isso, as famílias passam anos sem notícias de seus familiares desaparecidos e angustiados sem saber se estão vivos. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 200 pessoas desaparecem todos os dias no Brasil. Assim, percebe-se que os índices são altos e que uma intervenção midiática contornaria o impasse.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de combater os altos índices de cidadãos desaparecidos. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a implantação de um banco de dados compartilhados entre delegacias, hospitais, institutos médicos legais, albergues, inclusive com imagens, a fim de auxiliar o monitoramento dos casos. Além disso, cabe, ainda, ao Governo utilizar os meios midiáticos, como as emissoras televisivas, para divulgação dos desaparecidos por meio de propagandas, com o intuito de que mais pessoas possam ajudar na procura desses indivíduos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema abordado, e a coletividade alcançará a Utopia de More.