Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Por ano são centenas de desaparecidos são registrados no Brasil, é triste pensar que muitos desses estão diretamente ligados a crimes de sequestro, assassinato e até mesmo de abuso sexual. Dados somam milhares ano após ano, a ampliação de politicas publicas é só um reflexo, que pode ser considerado demorado devido o contingente de desaparecidos. Não basta a criação de politicas públicas que somem dados já existentes, a questão exige uma resposta mais eficiente.

Como uma medida reativa o governo brasileiro criou, no início do ano, um banco de dados nacional com os perfis de pessoas registradas como desaparecidas no país. Um ato interessante, do ponto de vista que agora essas informações estão dispostas de forma mais organizada e mais aptas a serem atualizadas com frequência. Mas ao mesmo tempo pouco funcional para aqueles que já estão desaparecidos a algum tempo, pois muitas vezes as famílias já tomaram todas as atitudes informando as autoridades e até mesmo a mídia como jornais locais, caberia ao estado algo mais prático.

Temos como exemplo o caso Britânico de Madeleine Mccann, uma garotinha que desapareceu do quarto de hotel onde os pais haviam deixado-a junto aos irmãos para saírem a sós. Apesar de ser discutível a conduta do casal ao deixar os filhos em um hotel, é inegável que tomaram todas as medidas informativas possíveis. Os pais da menina criaram roupas e artigos como pulseiras para incentivar a busca e o reconhecimento da garota, o que criou uma projeção onde quase todo o mundo hoje conhece Madeleine, mas ninguém, exceto o sequestrador, sabe o paradeiro da mesma.

Para que esse assunto fosse bem abordado, seria interessante a criação de uma força tarefa conjunta, militar e civil, que juntamente as informações agrupadas pelo banco de dados já citado, investiriam novas energias em casos já registrados, mas que também estaria apta a lidar com novos casos diários, com foco exclusivo a encontrar as vítimas.