Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Para o filósofo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”. Entretanto, se torna impossível viver bem enquanto houver pessoas sendo vítimas de sequestros e sendo privadas de suas liberdades. Nesse sentido, deve-se analisar a família e o estado como principais colaboradores dessa problemática.
Primeiramente, é indubitável que a família tem como principal papel proteger os seus membros. No entanto, a crescente taxa de violência doméstica, abuso verbal e sexual, mostra que o âmbito familiar não esta cumprindo com o seu papel, concomitantemente, transformando-o em um lugar inóspito. De acordo com o Ministério da Família, cerca de 70% da violência sexual contra criança ocorre em casa. Diante disso, é notório que vários jovens fujam de suas casas e passem a viver nas ruas, onde estão vulneráveis a inúmeras violências.
Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma em sua teoria “Modernidade Líquida”, que a globalização modifica o mundo de tal forma que as relações humanas estão cada vez mais flexíveis e com interesses individualistas. Analogamente, é notório que a falta de infraestrutura na economia e na segurança do Brasil, coloca o cidadão em situação de vulnerabilidade social, levando-o a procurar melhores empregos em outros países, simultaneamente o colocando em exposição com golpistas que oferecem ofertas de empregos bons, afim de ludibriá-lo e atraí-lo para uma rede de prostituição forçada, trabalho escravo ou tráfico de órgãos
Portanto, devido a tanta vulnerabilidade social dos cidadãos, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o estado, ampliar a área de atuação da assistência social, por meios de intensos investimentos, no intuito de promover uma maior ajuda e fiscalização do bem-estar familiar, de modo que as violências e os abusos possa diminuir, como consequência restaurando em um lugar agradável fazendo com que os jovens que fugiram possam voltar. Além do mais, é necessário que o Governo juntamente com o Ministério da Educação, invista na melhora da capacitação do profissional e em campanhas publicitárias que oriente a forma segura do cidadão procurar um emprego, por meio de investimento na educação acessível e de investimento na mídia, afim de que haja uma maior integração da população em trabalhos qualificados e seguros, de modo que a população possa viver de acordo com a ideia pressuposta por Platão.