Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 04/11/2019

É evidente que, no Brasil, pouco se fala sobre o desaparecimento de pessoas, por quaisquer que sejam os motivos, no entanto, esta é uma situação muito recorrente, já que é consequência de muitas possíveis causas, que resultam nesse sumiço. De acordo com o portal EBC de notícias, cerca de 82 mil pessoas desvaneceram-se, ainda assim, não se pode comprovar a veracidade desse dado, visto que há falhas no cadastro dessas pessoas e na regulamentação dele.

Algumas das causas de mais de 2 pessoa por minuto sumirem em nosso país, segundo o Portal de Notícias da Globo, não são somente a intolerância e a carência de incentivos familiares, o desfruto de substâncias tóxicas nocivas e o alcoolismo, como também, transtornos mentais associados a traumas e patologias cerebrais, desapoio com relação à sexualidade do indivíduo e sequestros. Em sua grande maioria, as pessoas mais suscetíveis à essa situação são os adolescentes, estes representam quase 30% do total de pessoas desaparecidas, de acordo com a pesquisa feita pela Comunidade de Aprendizagem Cidade Livre.

Ademais, a falha na cadastragem dessas pessoas no serviço de Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, influi diretamente nos dados estatísticos de inúmeras pesquisas, segundo o Portal de Notícias do Senado, uma vez que as pessoas que foram cadastradas e posteriormente encontradas, permanecem como desaparecidas. Ou seja, não há a regularidade devida na atualização e manutenção dessa “plataforma’’ de atendimento pelo Poder Público, como deveria ser feito, pois falta comprometimento das pessoas em exigir essa regulamentação e também ter a consciência de que as vítimas só devem ser incluídas no cadastro caso haja a certeza do seu desaparecimento, para evitar fraudes e auxiliar na autenticidade das estatísticas.

Urge, portanto, que o sumiço de pessoas é algo comum e tem várias causas, embora não tão comentado, seja por falta de interesse ou por falta de propriedade sobre o assunto. Contudo, isso deve ser revertido, e para isso é necessário que haja uma parceria entre a sociedade, os Ministérios da Segurança Pública e Justiça, o Poder Público e o Comitê Internacional  da Cruz Vermelha, cada um responsável por efetuar seu respectivo papel. A fiscalização e a exigência feita pela comunidade, o apoio financeiro por instituições privadas e emocional por instituições governamentais, a garantia de procura, defesa e justiça pelos Poderes Públicos. Tudo isso deve ser feito não só por quaisquer canais de comunicação, mas sobretudo na internet através das influências digitais, com o principal objetivo de encontrar o máximo possível de pessoas desaparecidas, estejam elas vivas ou não. Para que assim, as famílias dessas pessoas se aliviem, a justiça seja feita e os dados estatísticos se cessem.