Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 05/11/2019
No Brasil, a Constituição prevê que todos os cidadãos tenham direito à segurança, mas, por precariedade e falta de políticas públicas que protejam os desaparecidos, somem por ano 82 mil pessoas, de acordo com uma pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em vista disso, é inegável que há carência de um espaço virtual que informe sobre os desaparecidos e que falta proteção para os jovens que sofrem homofobia em casa. Portanto, cabe avaliar esses dois fatores a fim de solucioná-los.
A homofobia é historicamente vista como imoral e anormal por causa da religião cristã que influenciou o mundo ocidental, porém mesmo em um mundo onde se tem liberdade individual, essa visão religiosa, hoje vista como preconceituosa, se faz presente. Segundo uma pesquisa feita por um site chamado Cidade Livre, o principal motivo pelo qual as adolescentes fogem de casa é o preconceito da família com a sua orientação sexual. Entretanto, não há nenhuma lei que as protejam levando-as a fugir do lar e deixando-as expostas aos perigos da cidade, dentre eles entrar na lista dos desaparecidos.
Além disso, a chegada da internet propiciou um avanço na forma como os seres humanos se comunicam, permitindo a partir daí o acesso a informação de uma maneira mais rápida. Para Platão, a coletividade se sobressai a individualidade na resolução de problemas sociais, portanto quando se trabalha em conjunto se obtém melhores resultados, usando a internet como uma ferramenta para unir as organizações responsáveis pela busca dos sumidos, é possível obter melhor eficácia e mais agilidade nos resultados.
Com base nos fatos mencionados, cabe ao Governo instruir as famílias sobre a intolerância homossexual por meio de propagandas nas mídias para que assim diminua o número de casos de jovens fugindo de casa e se tornando refém das estatísticas de desaparecidos. Além disso, o Governo deve criar um site para utilizar a internet como meio para troca de informações, possibilitando a integralização dos órgãos públicos e ONGs responsáveis pela procura de pessoas perdidas, e assim como dizia Platão, se tornaria mais eficaz tendo em vista a cooperação de todos. Uma vez atingido esses objetivos o Brasil daria um passo a mais para o direito de toda a população à segurança.