Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 11/11/2019
É notório que o desaparecimento de pessoas no Brasil não retrata apenas o fato histórico do Regime Militar, todavia perpetua graves problemas sociais, mostrando então, uma negligência do Estado para uma questão de saúde pública ao não fornecer um apoio psicológico para os envolvidos e aos parentes que se encontram nessa situação.
De acordo com o site Jus.com, são 45.000 casos de pessoas desaparecidas no país por ano. Dados também mostram que há diversos motivos para essas ocasiões. Os chamados “desaparecimentos voluntários”, são considerados “fáceis” de se resolver, uma vez que, o contexto é um desentendimento familiar, e após a reconciliação, os “desaparecidos” tendem a aparecer. Há também os “desaparecimentos de caráter involuntário”, que envolvem sequestros e crimes, causando ainda mais dor e desespero na família.
Além disso, há o preconceito por parte da sociedade que contribui para o aumento de casos de desaparecimento: jovens homossexuais são as principais figuras no paradeiro de uma parcela feminina, de acordo com o Globo. Com isso, percebemos que a homofobia faz parte da cultura brasileira, aumentando a ineficácia das políticas públicas instauradas para combate a esse tipo de situação. Sendo assim, a intolerância torna o ambiente difícil para essas pessoas, aliada à falta de suporte na saúde, optam pela fuga. Conforme Havelock Ellis: “O sol,a lua e a estrelas teriam desaparecido há muito tempo,se estivessem ao alcance dos predadores humanos”.
Em virtude do que foi mencionado, conclui-se que para tal, o Ministério da Saúde deve promover uma maior oferta de vagas para tratamento psicossocial da população, como psicólogos, por meio de recursos públicos. Sendo assim, entende-se um aumento de profissionais na área de saúde para combater as causas de aumento de desaparecimentos e, em seguida, um prazo médio, ocasionando uma redução desse contexto extremamente preocupante no presente momento.